Atenção: aos desinformados, este blog é direcionado a pesquisa e troca de idéias aos meus alunos. Funciona como direcionamento de pesquisa e material de apoio. Aqui são postadas matérias afins, de minha autoria ou não, como artigos e pesquisas publicadas na rede, com autorias respeitadas e citadas. O ato de copiar e colar se faz útil quando direcionado a pesquisa e a leitura complementar. Não seja ignorante o que é bom deve sim ser copiado e posto a disposição dos alunos.

Mais dois fortes terremotos atingem a costa do Japão

Dois fortes terremotos de magnitude 6,2 e 6,1 atingiram a costa do Japão, cerca de 13 horas depois de um forte abalo de magnitude 8,9 ter causado um tsunami que devastou áreas no nordeste do arquipélago e causou centenas de mortes.
Os tremores ocorreram com um intervalo de três minutos entre eles, segundo o Serviço Geológico dos EUA, às 3h59 e 4h02 locais deste sábado (15h59 e 16h02 locais de sexta em Brasília).
Segundo testemunhas, eles foram sentidos na capital, Tóquio, e em outras

O abalo de magnitude 6,2 ocorreu a uma profundidade de 1 km, considerada bastante rasa.
Ainda não havia relato sobre novos estragos causados pelas réplicas.
Desde o forte abalo da véspera, mais de 100 tremores secundários de magnitude superior a 5 atingiram a região.

O tremor de magnitude 8,9 foi o 7º pior na história, segundo a agência americana, e também o pior já registrado no Japão.
O exército japonês deixou em prontidão ou mobilizou milhares de soldados, 300 aviões e 40 navios para atuarem nos trabalhos de assistência às vítimas e pediu a ajuda dos Estados Unidos, que tem 50 mil soldados baseados no país.
Várias regiões costeiras do Oceano Pacífico, inclusive nos EUA, continuavam em alerta para a chegada de ondas gigantes.
Mas, por enquanto, não haviam sido registrados vítimas e danos fora do Japão.

Sistema de alerta soou um minuto antes do tremor na costa do Japão

Milhões de japoneses foram alertados sobre o potente terremoto de magnitude 8,9, que atingiu a costa do país nesta sexta-feira (11), cerca de um minuto antes do tremor, graças ao eficiente sistema nacional de detectção sismológica.
O sofisticado sistema é alimentado por uma rede de aproximadamente 1.000 sismógrafos espalhados por todo o país, capazes de detectar e analisar as primeiras ondas dos terremotos, divulgando um alerta em tempo real.
As ondas sísmicas primárias viajam mais rápido pelo solo do que as secundárias, o que significa que sistemas de alarme como o japonês podem senti-las momentos antes da terra começar a tremer.
"O sistema funcionou bem, porque os alertas foram mostrados em redes de televisão por todo o país", explicou à AFP o especialista Hirohito Naito, da Agência Meteorológica Japonesa.
O alarme também foi divulgado pelo rádio, além de via celular e e-mail para pessoas cadastradas no sistema.
Em Tóquio, o primeiro choque foi sentido cerca de um minuto depois do alerta.
O poderoso sistema japonês foi implementado em 2007, e já divulgou 17 alertas desde então.
Cerca de 20% dos terremotos mais devastadores do planeta acontecem no Japão.

Tragédia: Terremoto no Japão 11/03/11 Mata 300 pessoas

Mais esta agora: Após enxurrada, água, lama e ar de Friburgo estão contaminados.

Após deslizamentos, bactérias e fungos presentes na água, na lama e até no ar ameaçam a população. Doze dias depois da tragédia, a população da Região Serrana do Rio ainda corre riscos? O Fantástico foi a Nova Friburgo testar o nível de contaminação da água, da lama e do ar na cidade arrasada pela enxurrada.

Quando o sol finalmente chegou, veio a poeira. Garis varrem, mas no esforço para tirar tanta sujeira do chão, a sujeira sobe para o ar. Na cidade esfacelada, poças de água, lama, esgoto correndo solto. Os sobreviventes da tragédia ainda não estão fora de perigo. Há muitas doenças que ainda podem atingir as pessoas nessa zona de destruição.

Os hospitais já congestionados na região, vão recebendo gente com outras doenças. A tragédia nem começou para muitos cientistas e médicos.

Um especialista testou o ambiente em Nova Friburgo, veja os resultados obtidos, você ira se impressionar...



Fonte: G1/Fantastico.

Explicando do jeito do Prof. (Deslizamentos)

Como ocorre?

O solo onde pisamos, onde existe vegetação etc, é derivado da decomposição de rochas, por exemplo, o nosso solo arenítico (poroso, frágil e com pouca agregação de argila/silte), é derivado da rocha Arenito Caiuá. Se observar o solo temos uma seqüência: 1° o Solo e por 2° a Rocha. Esta ai a explicação deste desastre na Região serrana do Rj. Com a grande quantidade de chuvas o solo encharca, ou seja, da mesma forma que temos grande quantidade de precipitação (chuva), temos de absolvição. Em morros, montanhas este solo é muito superficial, encharcando rapidamente. Uma vez o solo todo molhado ele perde o atrito com a rocha mãe/originaria, escorregando e provocando deslizamentos, matando e soterrando casas, ruas, carros e pessoas. Veja na imagem a conclusão.


Prof. Fernando Uller.

Causas de deslizamentos (Caso da Região Serrana do RJ)

Sabemos que a gravidade é a força elementar por trás de qualquer deslizamento e que a meteorização faz a sua parte. Mas o que inicia um deslizamento?

As superfícies da terra ficam juntas por várias forças. A mais importante é o atrito. Algumas partículas do solo, como argila, ficam presas entre si, enquanto outras, como a areia, ficam soltas. Todos os relevos são formados pelo atrito entre a capa do sedimento e o leito de rocha, alguns mais presos que outros. Se surge algo que pode quebrar o atrito em uma inclinação, então, um deslizamento pode começar. Os deslizamentos ocorrem quando a gravidade supera a força do atrito.


A gravidade é o fator principal de um deslizamento. O solo não se move em uma superfície plana. Em uma inclinação, a gravidade não pode causar um deslizamento sozinha. Mas junto com outros fatores - como a chuva - pode fazer os sedimentos rolarem.

Veja a seguir as causas mais comuns de deslizamento.

Água: talvez o agente mais comum de um deslizamento, a água reduz o atrito entre o leito de rochas e o sedimento, e a gravidade faz os detritos rolarem para abaixo. Nos solos arenosos (Típico da nossa região) e argilosos, um pouco de água pode aumentar a estabilidade.

Terremotos: se a crosta terrestre vibrar o suficiente para romper a força do atrito que mantém os sedimentos no lugar ou em uma inclinação, pode ocorrer um deslizamento.

Incêndios: as plantas ajudam a estabilizar o solo, prendendo-o, como cola, às raízes. Quando essa "cola" é removida, o solo fica solto e a gravidade age com muito mais facilidade. A perda da vegetação depois de um incêndio deixa a terra destruída suscetível aos deslizamentos.

Vulcões: algumas características dos vulcões os tornam um ponto de partida fértil para deslizamentos especialmente destrutivos. Na próxima página, aprenderemos quão poderosos esses deslizamentos vulcânicos podem ser.

Veja como era e como ficou Nova Friburgo após a tragédia.

Neste vídeo dá para termos noção do tamanho da tragédia que abalou a Região Serrana do Rio de Janeiro. Neste momento cheguei a um pensamento, como um Estado abençoado por Deus, pode passar por situação como esta. O Estado conquistou uma das maiores vitórias que foi a retomada do Complexo do Morro do Alemão e agora acontece essa fatalidade deixando não só o Estado do Rio de luto, mas sim a nação brasileira.

Segundo o menino: "- O mundo parece que está acabando".

Este vídeo mostra como ficou Nova Friburgo depois da tempestade. O vídeo esta intitulado como a pior tragédia climática do Brasil, será que foi só climática ou foi por imprudência e falta de respeita a natureza?

Entenda o que aconteceu na Região serrana do RJ.

Ocupação irregular de encostas agravou tragédia no Rio de Janeiro

As montanhas são muito íngremes. A vegetação maciça cobre uma fina camada de terra sobre rochas. Muitas áreas são ocupadas de modo irregular, desestabilizando a formação. A água penetra e o terreno cede por falta de estrutura.

Só sobrou parte de uma casa em um trecho da encosta, em Teresópolis. Segundo as contas dos próprios moradores, havia no local cerca de 20 residências. Tudo foi abaixo em segundos, sem chance de reação para as famílias.


As cidades da região serrana do Rio de Janeiro foram devastadas em uma catástrofe, agravada pela força impressionante com que a água desceu até o leito dos rios e, principalmente, pela sua própria geografia. Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo fazem parte da Serra do Mar, uma cadeia de montanhas que se estende do Rio Grande do Sul até o Espírito Santo.

As cidades se estendem em vales, cercados de morros, e cortadas por rios. Os morros cederam em grandes avalanches de terra e os rios transbordaram, aumentando a destruição.

As montanhas são muito íngremes. A vegetação maciça cobre uma fina camada de terra sobre rochas. Muitas áreas são ocupadas de modo irregular, desestabilizando a formação. A água penetra e o terreno cede por falta de estrutura.


O especialista em situações de risco, Moacir Duarte, participou ao vivo, nesta quinta-feira, do Bom Dia Brasil, e disse que o que aconteceu na região serrana foi muito pior do que ocorreu no ano passado em Angra dos Reis e no morro do Bumba, em Niterói.

“O que a gente tem aqui é um cenário bem pior. Enquanto a chuva caía, instabilizava as encostas, aquelas que foram cortadas irregularmente pelas ocupações. Em função dos rios dessa região, tanto de Friburgo, Teresópolis, quanto Petrópolis, correrem encaixados em falhas geológicas , ou seja, em vales de paredes muito inclinados , quando chove, a água chega rapidamente ao leito. Nós vamos levar aproximadamente um mês para ter noção da dimensão exata dessa tragédia”, explica Duarte.

Fonte: G1/Jornal hoje

Link do Filme Hotel Ruanda

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LINK: Filme "Mandela - A luta pela liberdade."

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MAIS COMO OCORREM OS TERREMOTOS?


Terremoto ou sismo são tremores bruscos e passageiros que acontecem na superfície da Terra causados por choques subterrâneos de placas rochosas da crosta terrestre a 300m abaixo do solo. Outros motivos considerados são deslocamentos de gases (principalmente metano) e atividades vulcânicas. Existem dois tipos de sismos: Os de origem natural e os induzidos.

As maiorias dos sismos são de origem natural da Terra, chamados de sismos tectônicos. A força das placas tectônicas desliza sobre a astenosfera podendo afastar-se, colidir ou deslizar-se uma pela outra. Com essas forças as rochas vão se alterando até seu ponto de elasticidade, após isso as rochas começam a se romper e libera uma energia acumulada durante o processo de elasticidade. A energia é liberada através de ondas sísmicas pela superfície e interior da Terra.

Calcula-se que 10% ou menos da energia de um sismo se reproduz por ondas sísmicas. Existem também sismos induzidos, que são compatíveis à ação antrópica. Originam-se de explosões, extração de minérios, de água ou fósseis, ou até mesmo por queda de edifícios; mas apresentam magnitudes bastante inferiores dos terremotos tectônicos.



As conseqüências de um terremoto são:
• Vibração do solo,
• Abertura de falhas,
• Deslizamento de terra,
• Tsunamis,
• Mudanças na rotação da Terra.






Além de efeitos prejudiciais ao homem como ferimentos, morte, prejuízos financeiros e sociais, desabamento de construções etc. As regiões mais sujeitas a terremotos são regiões próximas às placas tectônicas como o oeste da América do Sul onde está localizada a placa de Nazca e a placa Sul-Americana; e nas regiões em que se forma novas placas como no oceano Pacífico onde se localiza o Cinturão de Fogo. O comprimento de uma falha causada por um terremoto pode variar de centímetros a milhões de quilômetros como, por exemplo, a falha de San Andreas na Califórnia, Estados Unidos.

Só nos Estados Unidos acontecem cerca de 13 mil terremotos por ano que variam de aproximadamente 18 grandes terremotos e um terremoto gigante sendo que os demais são leves ou até mesmo despercebidos.
A escala mais usada para medir a grandeza dos terremotos é a do sismólogo Charles Francis Richter. Sua escala varia de 0 a 9 graus e calcula a energia liberada pelos tremores. Outra escala muito usada é a Mercalli-Sieberg, que mede os terremotos pela extensão dos danos. Essa escala se divide em 12 categorias de acordo com sua intensidade.



Fontes: Google, vivoverde e sógeografia.

HAITI: GOOGLE EARTH AJUDA ATUALISANDO IMAGENS DE SATÉLITE



Nesta quinta-feira (14), a gigante de internet Google no blog oficial do Google Earth que o serviço começou a atualização das imagens de satélite do Haiti, como forma de ajudar as agências humanitárias em resgates e locais de atuação após o terremoto que atingiu a capital do país, Porto Príncipe.



Além disso, O Google informou que se associou a outra empresa de satélites, a GeoEye, para proporcionar mais nitidez ás imagens, registradas nas últimas 24 horas.



"As imagens estão notavelmente nítidas, e mostram cenas impressionantesm como um capo de futebol transformado em um campo de refugiados, e fumaça saindo de alguns edifícios"



Fonte: Google Discovery

PRIMEIRAS IMAGENS DO DESASTRE - HAITI (TREMOR DE 7,0 NA ESCALA RICHTER) MORRERAM MAIS 150 MIL PESSOAS.

FATALIDADE: MORRE A MULHER MAIS IMPORTANTE DO BRASIL - ZILDA ARNS VÍTIMA DO TERREMOTO NO HAITI


Zilda Arns Neumann, coordenadora internacional da Pastoral da Criança, foi uma das vítimas do terremoto que devastou o Haiti na terça-feira (12). A informação foi confirmada pelo gabinete do senador Flávio Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda. Segundo informações da assessoria do parlamentar, Zilda Arns estava em missão humanitária no Haiti e, no momento do terremoto, estava andando nas ruas com um sargento do Exército e morreu nos escombros. O senador está indo para o Haiti, junto no avião da delegação brasileira, chefiada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim.



Zilda Arns ficaria no Haiti do dia 10 ao 15 deste mês de janeiro para participar de uma Conferência com Bispos daquele país, segundo a assessoria de imprensa da Pastoral da Criança.

Zilda era irmã de Dom Frei Paulo Evaristo Arns.

Médica pediatra e sanitarista, foi a fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.



Zilda recebeu diversos prêmios pelo trabalho que vinha sendo desenvolvido desde a sua fundação. Era também representante titular da CNBB, do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).



Fonte: Yahoo notícias

TRAGÉDIA ANUNCIADA: HAITI EM PEDAÇOS

Patrick Charles, ex-professor da Universidade de Havana, em 2008, previu que haveria um grande terremoto em Port-au-Prince, no futuro próximo. Nesta semana houve um de 7,0 na escala Richter, com epicentro 14 milhas da capital do Haiti. Há relatos de danos maciços, incluindo um hospital que desmoronou.
Números exatos sobre as mortes ainda não estão disponíveis, mas testemunhas oculares falam de caos com escombros em vez de paredes onde as casas desmoronaram.



O Geological Survey dos EUA confirma que o sismo teve uma magnitude de 7 graus na escala Richter e foi centrado 14 milhas a sudoeste da capital Port-au-Prince. Testemunhas oculares falam de uma ravina cheia de escombros onde costumava ficar casas e há relatos de que o Hospital de Petionville entrou em colapso.



O terremoto ocorreu às 21.53.UTC (21.53 GMT) num local de 18,451 ° N, 72,445 ° Oeste, a uma profundidade de 10 km (6,2 milhas). Um tremor secundário de magnitude 5,9 foi registrado e uma alerta LOCAL de tsunami tem sido posto em prática para o Haiti, Cuba, Bahamas e República Dominicana.



Em outubro de 2008, Patrick Charles, ex-professor do Instituto Geológico de Havana, declarou que "as condições estão maduras para a atividade sísmica grande em Port-au-Prince. Os habitantes da capital haitiana necessita m de se preparar para um evento que vai ocorrer, inevitavelmente ...". Suas declarações foram impress a s no jornal Le Matin, o Haiti. Professor Charles acrescentou que "a ciência tem fornecido instrumentos que ajudam a prever esses tipos de eventos e mostrar como chegamos a essas conclusões".



Suas previsões foram baseadas no fato de que Port-au-Prince, assenta-se em uma linha de falha grande, parte da fenda Zona Enriquillo, que começa em Petionville, e termina em Tiburon, que foi arrasado duas vezes por terremotos em 1751 e 1771. Ele previu que os tremores menores sentidos em Petionville, Delmas, Croix des Bouquets, e La Plaine, em 2008 eram um sinal de algo maior por vir.



Fonte: http://port.pravda.ru/

As dez cidades mais poluídas do mundo

Um rol macabro que funciona como alerta para as mazelas causadas pelo desrespeito ambiental…

Confira a lista dos locais mais detonados do planeta, elaborada pelo Blacksmith Institute, organização ambientalista internacional:

10. PODREIRAS DO CARIBE
Onde - Haina, República Dominicana
Tipo de poluição - Chumbo
População Afetada - 85 mil pessoas
Quem acha que no Caribe só rolam praias paradisíacas e ar puro está muito enganado. Em Haina, na República Dominicana, o pessoal respira é chumbo! O ar por lá é carregado de partículas desse metal, herança de uma fábrica de reciclagem de baterias que fechou as portas em 1997.

Consequências da podreira - Sérios danos oculares e problemas neurológicos, deformidades de nascimento e até a morte.

9. BANHO FATAL
Onde - Kabwe, Zâmbia
Tipo de poluição - Chumbo e outros metais
População Afetada - 255 mil pessoas

Décadas de mineração e fundição pesada espalharam pó de chumbo e de outros metais pra tudo quanto é lado na cidade de Kabwe. Para piorar, o mesmo rio que serve de hidrovia para o transporte de resíduos da fundição é o local onde as criancinhas do lugar se banham...

Consequências da podreira - O nível de chumbo no sangue das crianças é de cinco a dez vezes mais alto do que o aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e, em muitos casos, está perto daquele considerado fatal.

8. HERANÇA SOVIÉTICA
Onde - Sumgayit, Azerbaijão
Tipo de poluição - Produtos químicos orgânicos, petróleo e metais pesados
População Afetada - 275 mil pessoas
Um dos grandes centros industriais da era soviética, a cidade de Sumgayit tinha mais de 40 fábricas de produtos químicos e agrícolas, que lançavam até 120 mil toneladas de tóxicos por ano na atmosfera. Se a maioria das indústrias fechou, a podreira continua na ativa.

Consequências da podreira - A taxa de incidência de câncer em Sumgayit é até 50% maior do que no resto do Azerbaijão, sendo que o índice de mortes pela doença é 10% mais alto. Muitos bebês nascem prematuros e com defeitos genéticos, como falta de cérebro.

7. MAZELA NUCLEAR
Onde - Chernobyl, Ucrânia
Tipo de poluição - Radiação
População Afetada - 5 milhões de pessoas
O maior acidente nuclear da história, ocorrido em 1986, em Chernobyl, literalmente bombardeou a cidade, tendo liberado uma radiação cem vezes maior do que a das bombas atômicas jogadas sobre Hiroshima e Nagasaki. Até hoje a região em volta da usina está inabitável.

Consequências da podreira - De 1992 a 2002, na Bielo-Rússia, Rússia e Ucrânia, mais de 4 mil casos de câncer na tireoide foram diagnosticados entre crianças e adolescentes. Males como lesões de pele, doenças respiratórias, infertilidade e defeitos congênitos eram rotina nos anos seguintes ao acidente, e estima-se que os danos se propagarão para as gerações futuras.

6. AR PESO PESADO
Onde - Norilsk, Rússia
Tipo de poluição - Metais pesados no ar
População Afetada - 134 mil pessoas
Norilsk tem o maior complexo de fundição de metais pesados do mundo. Já o ar local tem odor de enxofre, e a expectativa de vida dos operários das fábricas é dez anos mais baixa do que a média no país. Tudo por causa das 500 toneladas de óxido de cobre e níquel e 2 milhões de toneladas de dióxido de enxofre lançados por ano na atmosfera!

Consequências da podreira - Altas taxas de câncer de pulmão, doenças respiratórias e nervosas, além de elevados índices de aborto. O ar poluído responde por quase 40% das mortes entre as crianças.

5. CRIME E CASTIGO
Onde - Dzerzhinsk, Rússia
Tipo de poluição - Química
População Afetada - 300 mil pessoas
Há décadas, o forte de Dzerzhinsk é a fabricação de armas químicas. Mas o forte também é a poluição. Ao longo dos anos, cerca de 300 mil toneladas de resíduos químicos foram parar no lençol freático. Em alguns locais, a água virou uma lama esbranquiçada supertóxica.

Consequências da podreira - No cemitério local, há um número chocante de túmulos de pessoas abaixo dos 40 anos. A expectativa média de vida é de apenas 44 anos.

4. CHUMBO GROSSO
Onde - La Oroya, Peru
Tipo de poluição - Cobre, chumbo e zinco
População Afetada - 35 mil pessoas
Desde 1922, os moradores de La Oroya penam com os resíduos da mineradora americana Doe Run Corporation. A situação é tão grave que, vira e mexe, o governo local adota planos emergenciais aconselhando a população a não sair de casa até que o ar esteja minimamente respirável.

Consequências da podreira - 99% das crianças locais têm o nível de chumbo no sangue maior que os limites estabelecidos pela OMS, sofrendo, entre outras coisas, de sérios anos de desenvolvimento mental.

3. VALE DA MORTE
Onde - Sukinda, índia
Tipo de poluição - Cromo e outros metais
População Afetada - 2,6 milhões de pessoas
Com 97% dos depósitos de minério de cromita da Índia, o vale de Sukinda é quase uma mineração a céu aberto, com várias minas operando sem plano de gestão ambiental. O resultado: mais de 30 milhões de toneladas de resíduos de cromo e outros metais pesados são excretadas nas zonas vizinhas e às margens do rio Brahmani, única fonte de água “potável” dos moradores.

Consequências da podreira - Sangramento gastrointestinal, tuberculose, asma, infertilidade, defeitos congênitos e abortos.

2. HEAVY METAL
Onde - Tianying, China
Tipo de poluição - Chumbo e outros metais pesados
População Afetada - 140 mil pessoas
Tianying é uma das maiores bases produtoras de chumbo da China, sendo responsável por metade da produção total do país. Só que o baixo nível tecnológico, operações ilegais e a falta de medidas de controle ambiental levaram a uma situação calamitosa. A concentração média de chumbo no ar e solo é até dez vezes maior que os padrões aceitáveis!

Consequências da podreira - QI mais baixo, dificuldade de crescimento, problemas auditivos e visuais, dores de estômago, irritação do cólon, disfunção renal, anemia e danos cerebrais.

1. CARVÃO ASSASSINO
Onde - Linfen, China
Tipo de poluição - Mineração de carvão
População Afetada - 3 milhões de pessoas
O desonroso primeiro lugar da lista do Blacksmith Institute fica com a cidade chinesa de Linfen, um dos maiores centros de produção de carvão do planeta. O volume de pó de carvão no ar é tão grande que os moradores chegam a engasgar quando respiram! Para piorar, grande parte das minas não é regulamentada e desvia os escassos recursos hídricos da região para usar na mineração.

Consequências da podreira - Bronquite, pneumonia, lesões de pele, doenças vasculares, hipertensão e altas taxas de incidência de câncer. A arsenicose, doença causada pela ingestão de arsênio na água, está em níveis dramáticos na area.

Luciana Araújo Martins
Revista Mundo Estranho – 10/2009

O lugar mais frio do mundo

Ele fica nos confins do Polo Sul, nunca foi visitado por ninguém e pode revolucionar a astronomia.


Ainda existe um lugar, na Terra, onde o homem jamais pisou. Ele se chama Ridge A (“cordilheira A”, em inglês), fica a 4 mil metros de altitude – 30% mais alto que a cidade de La Paz, na Bolívia – e está a 600 quilômetros do Polo Sul. Mas a principal característica desse lugar, que acaba de ser revelado por imagens de satélite, é outra: Ridge A é o ponto mais frio da face da Terra, com temperatura média de 70 graus negativos. Até então, acreditava-se que o lugar mais frio do mundo fosse o lago Vostok, na Antártida, que chegou a registrar 90 graus negativos.

Mas isso foi uma exceção. “Na média, Ridge A é muito mais frio do que o lago Vostok ou qualquer outro lugar conhecido”, afirma Will Saunders, astrônomo da Universidade de New South Wales e descobridor do lugar. Ridge A é muito hostil para a vida – se é que existe alguma por lá –, mas perfeito para a ciência. O céu extremamente limpo, com poucas nuvens e sem água (a umidade relativa do ar é praticamente zero), faz de Ridge A o lugar perfeito para a instalação de um telescópio. “É o lugar mais próximo do espaço que você pode alcançar sem sair da Terra”, afirma o cientista atmosférico Patrick Minnis, da Nasa.

O telescópio de Ridge A será 3 vezes mais nítido do que qualquer outro instalado no planeta e terá imagens tão boas quanto as do Hubble. A primeira expedição a Ridge A está prevista para o ano que vem, e o telescópio deverá ser construído pela China e pela Austrália, dona do território. Quando ficar pronto, em 2012, será controlado a distância por um sistema de computadores – o lugar é inóspito demais para viver. A descoberta é o último passo de uma corrida científica no Polo Sul, que vai ganhar telescópios construídos pelos EUA, pela Itália e pela França.

Juliana Cunha
Revista Superinteressante – 11/2009

COP15: sucesso ou fracasso?

A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada em Copenhague, foi a maior reunião diplomática da história. Resultou em frustrações, visto que as expectativas eram grandes, mas, também, em avanços significativos. Nós do Planeta Sustentável, depois de acompanhar as negociações - no Brasil e em Copenhague -, concluímos que há muitos motivos para otimismo


O mundo não será o mesmo depois da COP15. Haverá, é claro, muito para se fazer ainda. Mas há também notícias positivas. A primeira delas é que o mundo todo tomou consciência do problema. A segunda é que os Estados Unidos e a China, os dois maiores emissores de gases de efeito estufa (GEE), concordaram em participar do acordo pela primeira vez, com metas. É um avanço significativo. Dá um claro sinal às empresas daqueles países – e do mundo -- de que o aquecimento deixa de ser uma preocupação ambiental movida por altruísmo e se firma como questão geopolítica e estratégica.

O papel do Brasil merece destaque. O país, que até pouco, mostrasse pouco entusiasmo pela questão pode ser considerado hoje um dos lideres mundiais no que tange ao aquecimento global. Ficou claro, ainda, que o debate sobre o assunto vai estar no centro da próxima campanha para presidente no nosso país. Os três pré-candidatos - José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva - estiveram atuantes no COP15. E a questão do aquecimento esteve, pelo menos durante a conferência, no centro da grande imprensa brasileira, com direito a manchetes nas primeiras páginas dos jornais e revistas.

Saímos de Copenhague com outra certeza, a de que o aquecimento global não será resolvido apenas pelos governos. A tarefa é gigantesca. Todos nós: empresas, mídia, indivíduos e governo precisamos contribuir e muito. Trata-se de uma questão de solidariedade para com as novas gerações. E também de uma importante questão econômica. A luta continua. Vamos trabalhar para, em 2010, darmos outro passo, ainda maior. A questão veio para ficar. A humanidade precisa resolvê-la para poder caminhar tranqüila.

Caco de Paula e Matthew Shirts
Planeta Sustentável - 22/12/2009